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// reSITE Small Talks

A plataforma internacional sem fins lucrativos reSITE trabalha na interceção da arquitectura, urbanismo, economia, cultura e política. Desde 2012 tem vindo a organizar anualmente, em Praga, uma das maiores concentrações de arquitectos, urbanistas, paisagistas e economistas. Sob o tema "reSITE 2016: Cities in Migration", visionários, peritos, presidentes de câmara e representantes de iniciativas cívicas apresentaram soluções e estratégias inovavas para que cidades Europeias e Ocidentais encarem com sucesso o influxo de novos residentes.

O Canal 180, num projecto de parceria com a reSITE, realizou uma série de entrevistas em 10 episódios intitulada de "Small Talks" e Miguel C. Tavares filmou.

// Two Manifolds


Two Manifolds, uma instalação de Nuno Pimenta no âmbito do Walk and Talk Açores pode ser visitado em Santa Clara, Ponta Delgada. Mais informações brevemente!

// ONE by 1 na Noite branca em Braga



ONE by 1, um projecto de Nuno Pimenta e Ana Renata Polónia, estará presente na Noite Branca em Braga no dia 3 às 20h30 e 22h30.

Segundo os autores, a densidade de uma pessoa por metro quadrado é a densidade máxima para uma situação de conforto e segurança em espaço público. ONE by 1 foi criado de forma a questionar tal corolário, criando uma ferramenta de exploração espacial que aborda questões de proxémica e de padronização politizada do espaço.



- editado: correcção do horário - 

// Aritmética BIG


Por sugestão do Pimenta experimentei um pequeno utilitário presente no MAC OSX chamado Grapher (Applicações \ Utilitário). O Grapher é um software capaz de elaborar gráficos em 2D ou 3D a partir de funções simples ou complexas. Indo a "Exemplos" encontramos lá dentro um Toroide dado pela expressão aqui divulgada, o qual me chamou a atenção imediatamente pela parecença com o pavilhão da Dinamarca na Exposição Mundial de Shanghai.



Mais um "one liner" de Ingels corroborado por explanações posteriores à concepção - algo apre(e)ndido através da escola Holandesa (?)?

Fontes das imagens:
domus
dezeen

// Casa Pré-Fabricada em GRANITO


O que é que têm de extraordinário estas casas pré-fabricadas? Enquanto aquelas que normalmente circulam neste negócio são feitas em madeira, estas são fabricadas em granito, ou melhor, são revestidas com uma parede de granito, de 20 centímetros de espessura, aplicada sobre uma estrutura em ferro e com os interiores em pladur. A tipologia base é o T2: dois quartos, uma sala, cozinha mobilada e equipada, casa de banho e todas as infra-estruturas necessárias à sua implantação no terreno que lhe for destinado. "Mas é tudo uma questão de combinar e de negociar as características da casa", diz Jorge Brito, o jovem relações públicas da empresa, explicando que os acabamentos mais ou menos sofisticados (tecto em masseira, mobiliário, ar condicionado...) dependerão também do interesse do cliente.

(...)

O P2 mostrou a Álvaro Siza Vieira fotografias destas casas, cuja existência ele desconhecia. O arquitecto começou por salientar a contradição existente na "ideia de uma casa pré-fabricada em granito", um material não muito propício ao transporte. Quanto à estética, diz que ela pode trazer algumas "vantagens, na medida em que pode ser menos agressiva para a paisagem do que muito do que agora se faz" no Norte de Portugal.
Já o investigador e crítico de arquitectura Ricardo Carvalho vê nesta situação a possibilidade de novos equívocos do ponto de vista arquitectónico e paisagístico. "É, primeiro que tudo, uma estética de fingimento, porque as casas não são integralmente construídas em granito, como na arquitectura artesanal milenar da região", diz o crítico, ressalvando, contudo, não ter nenhum preconceito contra a iniciativa empresarial em causa. "É óptimo que os empresários portugueses utilizem esses materiais", nota. Mas Ricardo Carvalho tem dúvidas sobre o seu efeito na paisagem.
Até porque "o Norte de Portugal está cheio de situações e citações equívocas, como as de se fazerem actualmente solares como se fossem do século XVIII". Admite, no entanto, que esta nova estratégia construtiva possa vir a motivar, por parte de arquitectos que eventualmente venham a ser convidados a trabalhar nesse novo suporte, "uma reflexão sobre a intervenção destes simulacros das casas tradicionais no território".
Siza Vieira também pensa que é preciso esperar para ver "como é que o mercado reage a isto". "É evidente que para quem acredita na arquitectura como autenticidade, isto falha", diz o arquitecto da Escola do Porto. Mas admite que estas novas casas pré-fabricadas possam trazer novos hábitos de demarcação do território, referindo-se, por exemplo, à "tradição americana de instalação das casas na paisagem como um todo", sem a separação com os muros, tão característica das propriedades no Norte de Portugal.

in Público