// Dança em Guimarães



Arrancou ontem o GUI DANCE - Festival de Dança Contemporânea de Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor, por onde vão passar algumas das melhores companhias internacionais, tais como Les ballets C de la B, Rosas e Peeping Tom, e ainda alguns trabalhos nacionais bastante interessantes (recomendo o da Sofia Dias e Vitor Roriz, premiado recentemente).

programa completo aqui

// 2222 - um poema

A BOLA
a bola afinal são três
a bola cheira bem
a bola desloca-se de baixo para cima
a bola em tempos era redonda
a bola gira à volta da terra
a bola já não é redonda
a bola move-se
a bola na tv engorda 3 kilos
a bola nunca será inocente
a bola nunca será só uma bola
a bola não dorme
a bola não se deixa enganar
a bola não tem cultura
a bola não tem segredos
A bola não é copy paste
A bola não é redonda
a bola participa
a bola pica
a bola rebola
a bola repete-se
A bola sabe de CSS
A bola saiu à rua
a bola será redonda
a bola tem 12 pernas
a bola tem a forma que o governo quiser
a bola tem Blur
a bola tem educação
a bola tem olhos
a bola tem outra escala
a bola tem peso
a bola tem razões que a razão desconhece
a bola tem rigor
a bola tem sexo
a bola vai deixar de ser redonda
A bola volta sempre a casa
A bola é Apple
A Bola é Azul
a bola é chinesa
a bola é criativa
a bola é da forma do google translation
a bola é da forma que a Moody's quiser
a bola é da forma que o Guerra quizer
a bola é de cotão
a bola é igual a todas as outras
a bola é irónica
a bola é laranjinha
a bola é mesmo redonda
a bola é piramidal
a bola é que manda
a bola é redonda
a bola é russa
a bola é social
a bola é triste
a bola é um x-acto
a bola é vermelha
a bola é X
a bola é às cores



...este é o post número 2222.

// true story

// wtf - haam


// qr


// LE VOYAGE DANS LA LUNE



Foi pedido ao duo eletrotécnico Parisiense AIR para compor uma banda sonora original para a versão restaurada do clássico de 1902 `Le Voyage Dans La Lune' de Georges Méliès. O novo álbum, a sair em Fevereiro, é o resultado dessa experiência.

Nele figuram a voz e letras de Victoria Legrand dos Beach House na musica "Seven Stars" assim como de Au Revoir Simone em "Who Am I Now?". Disponivel em ediçao limitada que inclui o novo album, um DVD o recentemente restaurado filme de Méliès contendo a banda sonora original dos AIR.

// artista na cidade



A bienal “Artista na Cidade” é uma programação cultural que se realiza em Lisboa e tem por objetivo homenagear um artista através da apresentação da sua Obra. 2012 é o ano da coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker, uma das mais consagradas representantes da dança contemporânea a nível mundial.

mais info

Anne Teresa é uma das artistas contemporâneas que mais admiro. O seu trabalho conjuga a relação do corpo com o movimento, com o ritmo, com a música, com o espaço, com o observador...são espectáculos muito interessantes, aconselho vivamente.
Alguns espectáculos dela também vão passar pelo CC Vila Flor.

// Raquel Freire crónica Antena 1

É favor ouvir AQUI

Raquel Freire aproveitou
a sua crónica de terça-feira, a última da sua autoria, para anunciar que também foi informada do fim desse espaço. A cineasta dedicou-a ao tema da liberdade, fazendo referência ao filme Good Night and Good Luck, que retrata um grupo de jornalistas que lutam pelo direito à informação e por denunciar alguns dos atentados políticos aos direitos fundamentais cometidos pelo senador Joseph McCarthy. Na crónica, Raquel Freire questiona “para que serve uma rádio pública e um serviço público?” se não for para servir as pessoas que não têm voz, adiantando duas respostas, em jeito de interrogação: “Para dar voz às pessoas ou para ser a voz do dono?”. O programa estava no ar há cerca de dois anos e os contratos terminariam agora.

in Público

// star + rocket

Starchitect And Rocket-Scientist Son Create Lamp That Evokes History Of The Universe

// danzie

// muziek

// MAS Museum


The former Hanzehuis (Hanseatic House) – once a 16th-century storage depot in Antwerp – is now home to the Belgian city’s largest museum, designed by Neutelings Riedijk Architects.

in FRAMEWEB

 

// Uma Praça que parece Rua com nome de Passeio


// António Mexia e a alteração do paradigma civilizacional.

Com a imensa visão estratégica do espírito superior que é o seu, António Mexia trabalha – e praticamente sozinho! – para a alteração deste nosso paradigma civilizacional baseado no consumo desenfreado e na bacoca sofisticação tecnológica. Os outros gestores públicos e privados ainda não compreenderam o imenso alcance do gesto de António Mexia. É que se os preços da energia eléctrica se tornarem incomportáveis ao homem comum, ao comum lar de família, adeus ó Edison! É de volta ao caldeiro, aos prazeres simples da lareira que fumega, do braseiro que intoxica, é o regresso às energias primitivas, duras, de homem, que não são cá esta mariquice de carregar no botão! Ou arejas, ou morres! Estas sim, são energias saudáveis de carregar às costas, que é preciso cortar, e alombar, e acender, e espevitar, e enfim, reduzidas a cinzas, espalhá-las ao vento! Todas as primitivas tradições se perdiam sem o milagre de António Mexia. A gente nas serras, feita nababa, a armar ao europeu, acendia a sófaze e sentava-se de perna traçada a ver o plasma e a escorropichar os netexpressos do anúncio. A gente das aldeias, a que restava, esquecia os ofícios de antanho, o honesto lenhador, o feliz carvoeiro, ex-artistas da energia, e fazia bicha no intermarché a comprar alimentos plastificados que lhe custava a ela anos de vida e aos contribuintes o incerto rendimento que é lançado e consumido nas labaredas dos inúteis cuidados de saúde. Agora a mesma gente ajoelha junto ao fogo e bota água no caldo de urtigas, e a cena é comovente, quase aquiliniana. Está-se muito melhor assim. Isto já nós conhecemos, faz parte do nosso imaginário. É especificamente português. E nós sentimos gratidão por António Mexia, que na sua generosidade abstracta (ele tem aquecimento central, não conhece a intensidade emocional antiga das lareiras e dos caldeiros) conseguiu prever que o nosso desenvolvimento era insustentável, que o planeta não aguentava a depredação dos portugueses. Os portugueses são muito abusadores. Onde podem depredar, depredam. Onde podem devastar, devastam. Considerando a nossa tradição de séculos de pobreza, de falta de recursos, de largas proles, de limitações, de religiosidade primitiva, de superstição, de ignorância, de conformismo, ele compreendeu que Portugal, para regressar à sua autêntica natureza não pode, muito simplesmente, ter electricidade. Pobreza é fashion.
O porta-voz dos hippies da Serra de Monchique (que após duelo com punhal contra os porta-vozes dos hippies da Serra da Lousã e da Serra do Gerês aceitou ser porta-voz das Três Serras) foi o primeiro a saudar o Grande Educador, António Mexia, dono do monopólio de Estado tornado monopólio privado (e todas as brincadeiras com a troca dos R por L são de mau gosto neste contexto). “Nós cá nas Serras já não usamos a electricidade há um ror de anos”, disse Manfred Gutter. “Quando temos frio, largamos um tigre da Malcata às canelas dos putos e corremos todos atrás deles”.

Luísa Costa Gomes

via 5dias

// Metropolis II by Chris Burden




// "teatro dançado"



Areia, mais um espectáculo dos Circolando, em exibição no TECA a partir do próximo dia 19.

No princípio era uma imagem – a imagem de uma imensa ampulheta que faz escorrer areia sobre um homem. No princípio era também um desejo – o desejo de refletir sobre temas e motivos que associamos a esta matéria: o tempo, o silêncio, a secura, a aridez, a fragilidade, a morte, a origem, o deserto. “Um dia, partiu em demanda do seu deserto”, escreveu Jorge Luis Borges numa das suas parábolas circulares. Com Areia, a Circolando responde a essa espécie de chamamento: aprofundando todo o investimento criativo que vem realizando no cruzamento da dança, das artes plásticas e do teatro de objetos, a companhia portuense – não por acaso, uma das estruturas que entre nós mais se têm afirmado internacionalmente – ruma agora ao seu deserto, e explora cenicamente esculturas em areia e o vidro, cuja matéria-prima é precisamente a areia. Uma travessia empreendida a solo por André Braga, que partilha a direção artística com Cláudia Figueiredo e o palco com Tó Trips, o guitarrista da misteriosa cartola dos Dead Combo, para nos fazer descobrir o deserto como o lugar onde nos podemos perder – ou achar.

in tnsj

mais info sobre os Circolando

// Shiffling